TERRORISMO NГO DEVE TER HONRAS DE ESTADO
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Presidente da Assembleia da Repъblica
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A Sua Excelкncia o
Senhor Presidente
da Assembleia da Repъblica
Excelкncia,
Verificado o cumprimento dos pressupostos legais para o exercнcio
do direito de petiзгo colectiva, no caso uma representaзгo, vкm
todos os signatбrios manifestar a sua discordвncia com a
trasladaзгo dos restos mortais de Aquilino Ribeiro para o Panteгo
Nacional, por deliberaзгo da Assembleia a que Vossa Excelкncia
preside.
Mais vкm manifestar esta discordвncia de uma forma determinada e
expectante. Determinada e expectante, Senhor Presidente, porque a
Assembleia da Repъblica, independentemente de consideraзхes de
natureza cultural, deve atender ao facto, historicamente provado,
de Aquilino Ribeiro ter participado na conspiraзгo para o
assassinato do Chefe de Estado de Portugal, em 1 de Fevereiro de
1908, Sua Majestade El-Rei D. Carlos, e Seu Filho, Sua Alteza Real
o Prнncipe Dom Luis Filipe.
A contradiзгo, Excelкncia, parece-nos dнficil de ultrapassar:
considerar herуi nacional, propor como exemplo аs geraзхes
vindouras, alguйm que participou na preparaзгo de atentados
terroristas e que foi preso por isso mesmo; alguйm cujo processo
por participaзгo em atentados bombistas foi levado a tribunal em
13 de Fevereiro de 1908, juntamente com mais dois arguidos; alguйm
que depois veio branquear o seu passado e sacudir as mгos а
varanda de Pilatos, confunde-nos o espнrito de portugueses e de
ocidentais, defensores da democracia e dos direitos humanos. Com
esta trasladaзгo, a instauraзгo da Repъblica fica equiparada ao
acto do regнcidio!
Mas, Senhor Presidente, Herуi e Assassino sгo
antуnimos. A sua conjunзгo й uma impossibilidade йtica. E, se nгo
se confirmar a impossiblidade legal daн decorrente, sгo um
conceito apenas: um equнvoco no coraзгo da prуpria Repъblica!
Vossa Excelкncia, personalidade de elevadнssima idoneidade e
dimensгo humana, constitui motivo de certeza para todos estes
portugueses, em nъmero de e de todos os outros que dentro e fora
do territуrio nacional tкm o espнrito em sobressalto, de que esta
ignomнnia ficarб pela mera tentativa.
Й o Paнs inteiro que atento e grato pela procedкncia desta
representaзгo, vem assinar e dirigir a Vossa Excelкncia este grito
muito forte e muito portuguкs: Deixem em paz as cinzas de Aquilino
Ribeiro! Deixem que a Posteridade lhe teзa os elogios literбrios
que merecer! Mas nгo ergam em sнmbolo de cidadania quem deu provas
de aceitar que os mйtodos terroristas e o assassinato de um Chefe
de Estado sгo meios procedentes e legнtimos para instaurar ideais
polнticos.
Nгo o coloquem no Panteгo Nacional!
Senhor Presidente
da Assembleia da Repъblica
Excelкncia,
Verificado o cumprimento dos pressupostos legais para o exercнcio
do direito de petiзгo colectiva, no caso uma representaзгo, vкm
todos os signatбrios manifestar a sua discordвncia com a
trasladaзгo dos restos mortais de Aquilino Ribeiro para o Panteгo
Nacional, por deliberaзгo da Assembleia a que Vossa Excelкncia
preside.
Mais vкm manifestar esta discordвncia de uma forma determinada e
expectante. Determinada e expectante, Senhor Presidente, porque a
Assembleia da Repъblica, independentemente de consideraзхes de
natureza cultural, deve atender ao facto, historicamente provado,
de Aquilino Ribeiro ter participado na conspiraзгo para o
assassinato do Chefe de Estado de Portugal, em 1 de Fevereiro de
1908, Sua Majestade El-Rei D. Carlos, e Seu Filho, Sua Alteza Real
o Prнncipe Dom Luis Filipe.
A contradiзгo, Excelкncia, parece-nos dнficil de ultrapassar:
considerar herуi nacional, propor como exemplo аs geraзхes
vindouras, alguйm que participou na preparaзгo de atentados
terroristas e que foi preso por isso mesmo; alguйm cujo processo
por participaзгo em atentados bombistas foi levado a tribunal em
13 de Fevereiro de 1908, juntamente com mais dois arguidos; alguйm
que depois veio branquear o seu passado e sacudir as mгos а
varanda de Pilatos, confunde-nos o espнrito de portugueses e de
ocidentais, defensores da democracia e dos direitos humanos. Com
esta trasladaзгo, a instauraзгo da Repъblica fica equiparada ao
acto do regнcidio!
Mas, Senhor Presidente, Herуi e Assassino sгo
antуnimos. A sua conjunзгo й uma impossibilidade йtica. E, se nгo
se confirmar a impossiblidade legal daн decorrente, sгo um
conceito apenas: um equнvoco no coraзгo da prуpria Repъblica!
Vossa Excelкncia, personalidade de elevadнssima idoneidade e
dimensгo humana, constitui motivo de certeza para todos estes
portugueses, em nъmero de e de todos os outros que dentro e fora
do territуrio nacional tкm o espнrito em sobressalto, de que esta
ignomнnia ficarб pela mera tentativa.
Й o Paнs inteiro que atento e grato pela procedкncia desta
representaзгo, vem assinar e dirigir a Vossa Excelкncia este grito
muito forte e muito portuguкs: Deixem em paz as cinzas de Aquilino
Ribeiro! Deixem que a Posteridade lhe teзa os elogios literбrios
que merecer! Mas nгo ergam em sнmbolo de cidadania quem deu provas
de aceitar que os mйtodos terroristas e o assassinato de um Chefe
de Estado sгo meios procedentes e legнtimos para instaurar ideais
polнticos.
Nгo o coloquem no Panteгo Nacional!
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