Fábrica Simões ao serviço da população de Benfica

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    Câmara Municipal de Lisboa, Proprietário dos terrenos e Construtor (Teixeira Duarte SA)
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A Fábrica Simões ao serviço da população de Benfica

A antiga Fábrica Simões situa-se na Avenida Gomes Pereira, em Benfica (Lisboa), com um terreno que vai até muito perto da Escola Quinta de Marrocos. Mais um edifício deixado ao abandono pelos seus proprietários...

A fábrica Simões é um dos últimos e importantes edifícios industriais na cidade de Lisboa e uma peça de referência do património edificado que existe em Benfica. Era uma fábrica têxtil, foi fundada em 1907, e ali chegaram a trabalhar mais de mil pessoas.
Mas há já mais de 20 anos que a zona se encontra abandonada e degradada. É um espaço enorme que podia ser usado em benefício da população de Benfica e não só. Contudo, um projecto muito antigo para aquela zona que prevê a construção de vários prédios de oito andares e cujo Plano Pormenor foi aprovado durante o mandato de Carmona Rodrigues, está prestes a obter o licenciamento da Câmara Municipal de Lisboa.
O projecto prevê um índice de construção extremamente elevado, que equivale a mais carros a entrar e a sair, mais poluição, menos qualidade de vida, numa zona já completamente saturada.
Quando existem 540 mil casas vazias em Portugal, muitas abandonadas e tantas outras à venda, continua-se a permitir o betão desenfreado e os mega-empreendimentos que só favorecem a especulação em detrimento da qualidade de vida das populações.
No coração de Benfica, há pouco espaço para respirar, para passear, e para usufruir. Benfica precisa de muitas valências que não possui neste momento ou que possui de forma insuficiente: biblioteca, equipamentos desportivos de apoio às escolas, espaços para os jovens estudarem e estarem, um Centro de Dia, estacionamento para residentes, creche, lar, jardins.

Considerando tudo isto, solicitamos ao proprietário, ao construtor e à Câmara Municipal de Lisboa:

Uma solução para aquele espaço que passe pela sua requalificação urgente, pela preservação de toda a fachada do edifício da antiga fábrica, evitando a construção desenfreada de habitação e garantindo equipamentos colectivos e sociais para usufruto de toda a população.