MANIFESTO DOS INTELECTUAIS, ARTISTAS, MILITANTES E RELIGIOSOS EM APOIO À CAMINHADA PELA LIBERDADE RELIGIOSA
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À Sociedade Brasileira
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CONTRA A INTOLERÂNCIA, PELA LIBERDADE DE CULTO E AFIRMANDO A DEMOCRACIA, INTELECTUAIS, ARTISTAS, MILITANTES RELIGIOSOS ENTRE OUTROS ASSINAM ESTE MANIFESTO DE APOIO À CAMINHADA PELA LIBERDADE RELIGIOSA 21 DE SETEMBRO ORLA DE COPACABANA
Os crescentes casos de discriminação religiosa ocorridos na história recente de nosso país motivaram a criação de uma Comissão de Combate à Intolerância, na cidade do Rio de Janeiro e esta, por sua vez, inspirada em ventos que nos sopram dos quilombos, da manutenção de seus ancestrais e do reconhecimentos que descendemos de heróis - que mesmo escravizados - não esqueceram suas raízes, decidiu realizar neste 21 de setembro de 2008, a Caminhada Pela Liberdade Religiosa.
Infelizmente os casos de intolerância não são recentes e muitos deles são extremamente graves como é, por exemplo o caso de Mãe Gilda que, violentamente atacada por outro segmento religioso adoeceu e veio a falecer depois de ver sua foto publicada em uma matéria que tratava os religiosos de matriz africana como charlatões.
No Rio Grande do Sul a população assiste estarrecida a discussão em torno de uma lei estadual que a título de proteger os animais, praticamente inviabiliza a liturgia dos cultos afro-brasileiros.
Em São Paulo, um terreiro de Candomblé, aberto há mais de 25 anos, está lacrado e seus religiosos e adeptos proibidos de exercer a sua liberdade de culto por ordem da prefeitura, após frustrada demanda judicial, sob a alegação de mudança de zoneamento urbano e de que o som dos atabaques incomoda a vizinhança. Em flagrante desprezo ao princípio da igualdade de todos perante a lei ao mesmo tempo, pelo menos três igrejas que circundam a região estão funcionando normalmente com suas caixas de som distribuídas pelos postes da localidade..
Como se não bastasse, na Meca do Candomblé do Brasil aconteceu algo ainda mais improvável: a Prefeitura de Salvador, no início do ano, arbitrariamente demoliu um terreiro de Candomblé e ainda ajuizou cobrança judicial de IPTU de uma das mais antigas e tradicionais casas-de-santo da cidade, que já havia sido beneficiada com tombamento e com isenção do pagamento desta taxa.
Na cidade do Rio de Janeiro causou indignação a atitude judicial que retirou - mas depois foi retroagida - a guarda de uma criança de sua mãe, sob o argumento de que o uso de imagens religiosas por essa senhora dentro de casa poderia comprometer o desenvolvimento psíquico do filho. Ainda no Rio, um grupo de quatro jovens de uma igreja evangélica neo-pentecostal, invadiu e depredou dezenas de imagens de santos católicos e de Orixás em um Centro Espírita.
De semelhante modo, temos notícias frequentes de agressões que vão da depredação até mesmo à violência física por parte de pessoas que, intolerantes e ignorantes sobre o direito ao exercício religioso, desprezam a liberdade de culto, apresentando as religiões tradicionais afro-brasieliras como adoradoras de um ser maligno que, por sinal, nem mesmo faz parte do universo cosmogônico das religiões de matriz africana.
Acreditamos que o crescimento da intolerância religiosa em nosso país é um claro sinal de ameaça à democracia e que, portanto, devemos estar atentos para defendê-la sob pena de se correr o risco de retrocessos na arrojada luta por ela travada nas últimas décadas. O Estado Democrático de Direito, pressupõe, antes de tudo, que a crença individual deve ser respeitada e o direito de culto deve ser preservado. Portanto, para nós, intelectuais, artistas, militantes, religiosos é inaceitável que casos como estes continuem a acontecer em nosso país.
Por tudo isso queremos afirmar todo nosso apoio à Caminhada Pela Liberdade Religiosa e ressaltamos a necessidade de todas as pessoas de todos os credos religiosos que crêem na democracia, que acreditam na paz e que preservam a liberdade, para que estejam na orla de Copacabana neste 21 de setembro engrossando de maneira ecumênica o grito que move este movimento:
Eu Tenho Fé!! Queremos Respeito e Reconhecimento!!!
REDIGEM ESTE DOCUMENTO:
Julio Cesar de Tavares
Professor Associado/Departamento de Antropologia da UFF
Luiz Fernando Martins da Silva
Advogado/Professor da Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas e Membro Efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros
Marcio Alexandre Martins Gualberto
Jornalista/Coordenador do Coletivo de Entidades Negras - CEN
Os crescentes casos de discriminação religiosa ocorridos na história recente de nosso país motivaram a criação de uma Comissão de Combate à Intolerância, na cidade do Rio de Janeiro e esta, por sua vez, inspirada em ventos que nos sopram dos quilombos, da manutenção de seus ancestrais e do reconhecimentos que descendemos de heróis - que mesmo escravizados - não esqueceram suas raízes, decidiu realizar neste 21 de setembro de 2008, a Caminhada Pela Liberdade Religiosa.
Infelizmente os casos de intolerância não são recentes e muitos deles são extremamente graves como é, por exemplo o caso de Mãe Gilda que, violentamente atacada por outro segmento religioso adoeceu e veio a falecer depois de ver sua foto publicada em uma matéria que tratava os religiosos de matriz africana como charlatões.
No Rio Grande do Sul a população assiste estarrecida a discussão em torno de uma lei estadual que a título de proteger os animais, praticamente inviabiliza a liturgia dos cultos afro-brasileiros.
Em São Paulo, um terreiro de Candomblé, aberto há mais de 25 anos, está lacrado e seus religiosos e adeptos proibidos de exercer a sua liberdade de culto por ordem da prefeitura, após frustrada demanda judicial, sob a alegação de mudança de zoneamento urbano e de que o som dos atabaques incomoda a vizinhança. Em flagrante desprezo ao princípio da igualdade de todos perante a lei ao mesmo tempo, pelo menos três igrejas que circundam a região estão funcionando normalmente com suas caixas de som distribuídas pelos postes da localidade..
Como se não bastasse, na Meca do Candomblé do Brasil aconteceu algo ainda mais improvável: a Prefeitura de Salvador, no início do ano, arbitrariamente demoliu um terreiro de Candomblé e ainda ajuizou cobrança judicial de IPTU de uma das mais antigas e tradicionais casas-de-santo da cidade, que já havia sido beneficiada com tombamento e com isenção do pagamento desta taxa.
Na cidade do Rio de Janeiro causou indignação a atitude judicial que retirou - mas depois foi retroagida - a guarda de uma criança de sua mãe, sob o argumento de que o uso de imagens religiosas por essa senhora dentro de casa poderia comprometer o desenvolvimento psíquico do filho. Ainda no Rio, um grupo de quatro jovens de uma igreja evangélica neo-pentecostal, invadiu e depredou dezenas de imagens de santos católicos e de Orixás em um Centro Espírita.
De semelhante modo, temos notícias frequentes de agressões que vão da depredação até mesmo à violência física por parte de pessoas que, intolerantes e ignorantes sobre o direito ao exercício religioso, desprezam a liberdade de culto, apresentando as religiões tradicionais afro-brasieliras como adoradoras de um ser maligno que, por sinal, nem mesmo faz parte do universo cosmogônico das religiões de matriz africana.
Acreditamos que o crescimento da intolerância religiosa em nosso país é um claro sinal de ameaça à democracia e que, portanto, devemos estar atentos para defendê-la sob pena de se correr o risco de retrocessos na arrojada luta por ela travada nas últimas décadas. O Estado Democrático de Direito, pressupõe, antes de tudo, que a crença individual deve ser respeitada e o direito de culto deve ser preservado. Portanto, para nós, intelectuais, artistas, militantes, religiosos é inaceitável que casos como estes continuem a acontecer em nosso país.
Por tudo isso queremos afirmar todo nosso apoio à Caminhada Pela Liberdade Religiosa e ressaltamos a necessidade de todas as pessoas de todos os credos religiosos que crêem na democracia, que acreditam na paz e que preservam a liberdade, para que estejam na orla de Copacabana neste 21 de setembro engrossando de maneira ecumênica o grito que move este movimento:
Eu Tenho Fé!! Queremos Respeito e Reconhecimento!!!
REDIGEM ESTE DOCUMENTO:
Julio Cesar de Tavares
Professor Associado/Departamento de Antropologia da UFF
Luiz Fernando Martins da Silva
Advogado/Professor da Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas e Membro Efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros
Marcio Alexandre Martins Gualberto
Jornalista/Coordenador do Coletivo de Entidades Negras - CEN
541 Signatures
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Maria Fernanda S. da Silva
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Claudia Ferreira
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Jorge Mattoso - Secretário da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa
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- Excelente documento. Urge lembrar sempre, como nos adverte nosso amigo, professor, autor e ilustre advogado, Dr. Luiz Fernando Martins da Silva, a correta aplicação do parágrafo 2º , do artigo 20 da Lei Caó, ignorado pelos operadores do Direito.
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luiz fernando martins da silva
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Aduni Benton
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- Pós-Graduada em História da África e do Negro no Brasil - UCAM/RJ
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ANID- Ação Negra de Integração e Desenvolvimento
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Assessoria Especial de Combate ao Racismo ( Barueri SP)
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Cia. de Teatro É Tudo Cena! Associados
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- Há 12 anos na luta pelos Artistas e Técnicos negr@s
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Gerson Pedro
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Tania Pedrina Portella
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Iyún Asé Orin
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- Coral de Cânticos Sagrados - RJ
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Helena Bento dos Santos
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Clever Alves Machado
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- Teólogo, Graduando Pedagogia pela UNIUBE Universidade de Uberaba, Presidente do Conselho de Promoção da Igualdade Racial do PTN, Coordenador da UNEGRO/MG, Vice-presidente Creche Amélia Crispim, 1º Secretário do Movimento de Luta Pró-Creche MLPCNo decorrer dos séculos, as principais religiões têm perseguido umas às outras, à medida que cada uma julga ameaçado o seu controle e influência sobre o povo ou em nome da verdade infalível, e da salvação da alma, justificam a perseguição e assassínio de outros. Em alguns países, os regimes políticos são manobrados pelas religiões dominantes para conseguir o silêncio ou mesmo a eliminação de grupos religiosos minoritários. Segundo o escritor irlandês Jonathan Swift "temos bastante religião para nos odiarmos, mas não o suficiente para nos amarmos. O direito é apenas um ponto de partida, toda e qualquer estratégia destinada a facilitar o entendimento deve se dar por meio da educação, a começar pela educação infantil.
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Marta de Oliveira
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- Psicanalista
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Dilma Lóes
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cristina elbert
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Andréa Velho Barreto de Araújo
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Lydia Mattos
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Prof. Álvaro Roberto Pires (adjunto da Universidade Federal do Maranhão/UFMA)
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- Devemos todos(as) cerrarmos fileiras em prol desta causa.
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Luiz Carlos Barreto
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Rose Clair Brasil
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- Acredito que cada pessoa tenha direito a sua fé, ou forma de trabalhar sua espiritualidade ou desenvolvimento de crença ou ainda transmutação do que se é para o que quer ser, estar ou alcançar. Creio também que aos que sentem necessidade de religionar-se, correligionar-se deva-se dar o respeito devido e o mesmo aos que disto não compartilhem, independente da forma, partindo do simples princípio de liberdade e igualdade. As tangentes para o Bem seguem em direção a um único ponto e Este não faz acepções de pessoas e se quer depende delas, visto que seu poder é acima de todo e qualquer julgamento alquímico ou simbiótico dos meros mortais. A intolerância já nos deu provas suficientes das tragédias que pode repercutir, por acaso, hoje é onze de setembro. Vamos juntos nesta marcha e que os tambores do mundo repiquem a única canção evolutiva, a que traz em suas notas a música da paz.
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Paulo Roberto dos Santos
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- A sociedade humana está de costas para os intolerantes. Muita Paz !
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Teresa Silva Telles
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- Professora da Faetec e da Seduc
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Silvia Ramos
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Fernando Leporace
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Teresa Mussel
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Sandra Martins
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- Jornalista. A quem interessa a intolerância ?
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Comunidade África Brasil
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- estamos juntos nesta luta hoje e sempre !!!
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ELIETE BUREL
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- a luta continua!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Ana Paula Mendes de Miranda
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julia ylarin
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Fabiana Oliveira
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- Jornalista
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Marcos Alvito
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- Â
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flavio henrique ti osala
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- Caminhada religiosa, eu tenho fé!
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Marco Antonio Chagas Guimarães
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naira silva fernandes
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- naira.fernandes@yahoo.com.br
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Luiz de Freitas
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Fabio Reis Mota
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Deivison Campos
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- Sou negro, jornalista, professor e batuqueiro. Moro no RS e tenho acompanhado com apreensão o avanço dos grupos contrários a nossa religião.
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Andreia Miranda
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Josenilda Débora Santos Silva
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- Liberdade,sempre!
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Vera Maria Mendes - Vera Agbara
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Ricardo Jorge Bouez Ribeiro "XP"
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- O Manifesto diz o necessário... Cumpra-se a CF. Viva ZUMBI!!!!!!!!!!!
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Ras Adauto
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- Nijinski Arts Internacional e.V. - Berlin
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Antonio Srgio Alfredo Guimares
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- Departamento de Sociologia, USP
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Dino Cozenza
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Helder Ferreira
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Silvana Lucas Rodrigues
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Yoná Valentim
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Maria Lucia da Silva
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