Impedir a construзгo de um novo e ruinoso aeroporto em Portugal
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Presidente da Repъblica, Primeiro-Ministro, Ministro dos Transportes e Obras Pъblicas. Secretбria de Estado dos Transportes, Grupos parlamentares da Assembleia da Repъblica
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O governo insiste na construзгo de um novo aeroporto para Lisboa.
Os cidadгos que subscrevem esta petiзгo consideram que tal projecto й ruinoso e que Portugal nгo necessita qualquer novo aeroporto (seja qual for a sua localizaзгo).
As razхes para assumirmos esta posiзгo fundamentam-se nas seguintes consideraзхes:
1- O mundo atinge agora o Pico de Hubbert, a partir do qual a produзгo petrolнfera nгo mais poderб continuar a aumentar.
2- Em consequкncia, o consumo mundial dos derivados de petrуleo passarб a ser restringido pela limitaзгo da oferta.
3- A procura constante por derivados de petrуleo e a restriзгo da oferta tenderгo a elevar os preзos dos combustнveis petrolнferos.
4- Esta realidade afectarб fortemente a aviaзгo mundial. O seu volume de trбfego nгo poderб continuar a crescer indefinidamente аs taxas anuais que se verificaram no passado.
5- Os estudos econуmicos relativos ao novo aeroporto foram efectuados atravйs de projecзхes dos volume de trбfego dos ъltimos anos. Afirmamos que tal mйtodo й errado devido ao exposto anteriormente.
6- A data anunciada para o arranque do novo aeroporto (cerca de 2015) iria coincidir exactamente com a 3Є fase do mundo pуs-Pico de Hubbert, de acordo com a classificaзгo de Ali Bakhtiari (ver http://resistir.info/energia/bakhtiari_out06.html e http://resistir.info/energia/bakhtiari_4_fases.html). Nessa altura jб estaremos a sentir de forma mais intensa o impacto da escassez de petrуleo.
7- A inconsciкncia energйtica quanto a estas realidades й gritante. Verifica-se que o governo nгo tem polнtica energйtica digna desse nome e que, lamentavelmente, os organismos oficiais de planeamento energйtico que jб existiram em Portugal foram desmantelados.
8- Em consequкncia, Portugal estб a perder um tempo precioso: a actual primeira fase do mundo pуs-Pico de Hubbert, relativamente benigna, deveria ser um perнodo de preparaзгo para enfrentar as fases seguintes.
9- Seria trбgico que o futuro do paнs, nesta geraзгo e seguintes, fosse arruinado por mesquinhas consideraзхes de interesses de bancos, empreiteiros de construзгo civil e especuladores imobiliбrios. A polнtica econуmica e energйtica nгo pode e nгo deve ser submetida a tais interesses.
10- Portugal, que jб tem inъmeros e sйrios problemas econуmicos, nгo deve investir em mais elefantes brancos que jamais poderгo gerar receitas suficientes para se pagarem a si prуprios.
11- Obras deste vulto tкm necessariamente de ser analisadas de um ponto de vista macroeconуmico e tкm de levar em conta o panorama energйtico mundial. Assim, em termos macro, й irrelevante a argumentaзгo de que os recursos para o dito aeroporto nгo sairiam do Orзamento do Estado e sim da iniciativa privada (o que, aliбs, nгo й garantido).
12- Muitos tйcnicos portugueses consideram que o actual Aeroporto da Portela pode suportar os volumes de trбfego expectбveis no mйdio prazo. Alйm disso, a sua бrea de armazenagens pode ser ampliada com custo baixo recorrendo аs instalaзхes agora ocupadas pela Forзa Aйrea na Quinta do Figo Maduro.
Assim, fazemos um apelo аs autoridades constituнdas e аs forзas vivas do paнs para que reconsiderem o projecto megalуmano do novo aeroporto e impeзam a consumaзгo deste erro grave para a economia nacional e atй para o ordenamento territуrial.
Portugal estб esgotado pelos maus investimentos que o arruнnam, provocam dйfices e endividamentos que comprometem as geraзхes presentes e vindouras. Os interesses nacionais tкm de estar acima da ganвncia de alguns particulares.
Lisboa, 25 de Fevereiro de 2007.
Os cidadгos que subscrevem esta petiзгo consideram que tal projecto й ruinoso e que Portugal nгo necessita qualquer novo aeroporto (seja qual for a sua localizaзгo).
As razхes para assumirmos esta posiзгo fundamentam-se nas seguintes consideraзхes:
1- O mundo atinge agora o Pico de Hubbert, a partir do qual a produзгo petrolнfera nгo mais poderб continuar a aumentar.
2- Em consequкncia, o consumo mundial dos derivados de petrуleo passarб a ser restringido pela limitaзгo da oferta.
3- A procura constante por derivados de petrуleo e a restriзгo da oferta tenderгo a elevar os preзos dos combustнveis petrolнferos.
4- Esta realidade afectarб fortemente a aviaзгo mundial. O seu volume de trбfego nгo poderб continuar a crescer indefinidamente аs taxas anuais que se verificaram no passado.
5- Os estudos econуmicos relativos ao novo aeroporto foram efectuados atravйs de projecзхes dos volume de trбfego dos ъltimos anos. Afirmamos que tal mйtodo й errado devido ao exposto anteriormente.
6- A data anunciada para o arranque do novo aeroporto (cerca de 2015) iria coincidir exactamente com a 3Є fase do mundo pуs-Pico de Hubbert, de acordo com a classificaзгo de Ali Bakhtiari (ver http://resistir.info/energia/bakhtiari_out06.html e http://resistir.info/energia/bakhtiari_4_fases.html). Nessa altura jб estaremos a sentir de forma mais intensa o impacto da escassez de petrуleo.
7- A inconsciкncia energйtica quanto a estas realidades й gritante. Verifica-se que o governo nгo tem polнtica energйtica digna desse nome e que, lamentavelmente, os organismos oficiais de planeamento energйtico que jб existiram em Portugal foram desmantelados.
8- Em consequкncia, Portugal estб a perder um tempo precioso: a actual primeira fase do mundo pуs-Pico de Hubbert, relativamente benigna, deveria ser um perнodo de preparaзгo para enfrentar as fases seguintes.
9- Seria trбgico que o futuro do paнs, nesta geraзгo e seguintes, fosse arruinado por mesquinhas consideraзхes de interesses de bancos, empreiteiros de construзгo civil e especuladores imobiliбrios. A polнtica econуmica e energйtica nгo pode e nгo deve ser submetida a tais interesses.
10- Portugal, que jб tem inъmeros e sйrios problemas econуmicos, nгo deve investir em mais elefantes brancos que jamais poderгo gerar receitas suficientes para se pagarem a si prуprios.
11- Obras deste vulto tкm necessariamente de ser analisadas de um ponto de vista macroeconуmico e tкm de levar em conta o panorama energйtico mundial. Assim, em termos macro, й irrelevante a argumentaзгo de que os recursos para o dito aeroporto nгo sairiam do Orзamento do Estado e sim da iniciativa privada (o que, aliбs, nгo й garantido).
12- Muitos tйcnicos portugueses consideram que o actual Aeroporto da Portela pode suportar os volumes de trбfego expectбveis no mйdio prazo. Alйm disso, a sua бrea de armazenagens pode ser ampliada com custo baixo recorrendo аs instalaзхes agora ocupadas pela Forзa Aйrea na Quinta do Figo Maduro.
Assim, fazemos um apelo аs autoridades constituнdas e аs forзas vivas do paнs para que reconsiderem o projecto megalуmano do novo aeroporto e impeзam a consumaзгo deste erro grave para a economia nacional e atй para o ordenamento territуrial.
Portugal estб esgotado pelos maus investimentos que o arruнnam, provocam dйfices e endividamentos que comprometem as geraзхes presentes e vindouras. Os interesses nacionais tкm de estar acima da ganвncia de alguns particulares.
Lisboa, 25 de Fevereiro de 2007.
3333 Signatures
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Thiago de Бvila e Silva O
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- Nуs devemos ter visгo ampla e olhar para frente, nгo para trбs.
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Xico R
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Josй Manuel Teixeira C
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Jose Gonзalo Garradas V
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Fernando S
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- Invistam os meus impostos na educacao, na saude e seguranca
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Quintino de B
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Duarte F
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Joaquim F
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Francisco T
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- Com a OTA e o TGV o futuro deste paнs fica irremediavelmente hipotecado para a prуxima geraзгo
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Joaquim P
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Luнs Andrй C
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Antуnio N
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Carlos V
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Nuno L
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Jose Alexandre R
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Rui A
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Josй L
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Miguel M
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Bernardo T
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Sйrgio C
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- OTA NГO!!!
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Carla M
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otomar lucio barbosa s
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Bruno C
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Heitor Claro da S
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Vitor Manuel Gomes Q
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Fernando Luis Ferreira Carmo da C
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Joaquim Valente Lopes M
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Flausino B
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Januario Diniz Dell I
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joao marques de a
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- Extensivo ao TGV
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miguel filipe sampaio vilhena r
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Manuel L
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Joгo A
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Flбvio P
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Manuela V
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Joгo F
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Horбcio Fernando Ferreira Sousa L
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Ricardo Tavares S
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Rui R
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Victor Hugo A
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- Nгo ao desbarato do dinheiro pъblico!!!
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